quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Luciano avalia resultados das eleições em Pernambuco e no Brasil A campanha presidencial e a eleição de Dilma, o futuro governo e as mulheres, a maior

Luciano avalia resultados das eleições em Pernambuco e no Brasil

A campanha presidencial e a eleição de Dilma, o futuro governo e as mulheres, a maioria parlamentar como base de sustentação do novo governo e o desempenho do PCdoB em nível local e nacional foram objeto de uma análise lúcida e objetiva do deputado estadual eleito Luciano Siqueira durante encontro de trabalho com assessores para avaliar os resultados da recente disputa eleitoral. Leia abaixo os principais trechos da conversa.



Eleição de Dilma
"Mesmo sem ter nos debruçado mais demoradamente sobre os fatos penso que podemos fazer alguns registros. O primeiro diz respeito a uma questão chave das eleições, que nós ressaltamos a todo instante durante a campanha: a absoluta importância de eleger Dilma. Para o PCdoB, mesmo que nós chegássemos a ter um resultado ruim do ponto de vista da eleição dos candidatos do partido, Dilma sendo eleita nós consideraríamos o resultado das eleições uma grande vitória do povo brasileiro. Eu digo isso para enfatizar a importância estratégica dessa vitória. Uma vitória extraordinária, sobretudo porque, embora ela não tenha apresentado seu programa de governo, nós temos certeza de que Dilma está comprometidíssima com a continuidade dos programas do governo do presidente Lula e com os avanços dessas propostas".

Serra e o obscurantismo

"A vitória de Serra, além da onda de obscurantismo que tomaria o País, haja vista aquelas questões do aborto e da religião, seria também um retrocesso do ponto de vista político, econômico e social. Um exemplo é que, embora Serra, acuado por Dilma, negasse a pretensão de privatizar a exploração dos recursos do pré-sal, o genro de FHC, David Zylbersztajn, e outros quadros importantes do PSDB defenderam essa medida. Além disso, Serra se apresentou na campanha sem programa, sem propostas claras, por incapacidade de unir as forças que o apoiaram".

Governo Dilma
"Por várias razões, eu penso que Dilma pode avançar ainda mais do que Lula. Uma é que, diferentemente de Lula, ela se elegeu com o apoio da maioria de senadores e deputados federais, portanto, já inicia o governo com larga maioria no Senado e na Câmara dos Deputados. Além disso, a presidenta eleita discutiu bastante as propostas de governo com os partidos, com o nosso partido. Não tem a experiência, a habilidade política, o carisma, o prestígio popular de Lula, que só o tempo constrói, mas é uma mulher competente, capaz, conhece os problemas do País, sabe do que está falando".

"Por isso, digo que não tem o menor sentido olhar o governo Dilma comparando-o com o de Lula. É outra coisa. Ela é mais competente do que Lula na compreensão e no domínio dos problemas, coisa que a trajetória de vida lhe permitiu e não permitiu para Lula. Não cabe comparar porque são duas pessoas de naturezas distintas. Dilma é uma mulher competente, com experiência de gestão, é durona, e se não tiver grandes embaraços na operação política – e é preciso que ela tenha uma equipe de governo na qual se incluam pessoas hábeis, com experiência e credibilidade para ajudá-la a se relacionar com o Congresso, com os partidos, com a sociedade -, tem tudo para fazer um grande governo".

O efeito Lula
"A eleição de Lula presidente da República teve um grande impacto na sociedade, na formação da consciência política do povo, principalmente entre os trabalhadores e as massas populares do País. Eu escrevi um artigo “O garoto que queria ser presidente”, onde registro o fato ocorrido em uma escola primária de Paulista: a professora perguntou na sala de aula o que cada um gostaria de ser e cada garoto (a) disse alguma coisa, e um deles disse; “eu quero ser presidente da República” e aí o resto da turma começou a rir. Mas, a professora pediu silêncio e perguntou porque o menino queria ser presidente e ele respondeu: “Porque Lula era pobre que nem eu e é presidente da República, então também posso ser”.

"Então, entendo que a ascensão de Lula à Presidência da República e os êxitos do seu governo elevaram a autoconfiança e auto-estima do povo e criaram, talvez, um dos elementos que expliquem a vitória de Dilma, apesar do bombardeio da mídia. Primeiro, o governo de Lula mudou a vida da população, não tem outro fato, e segundo é um candidato com a cara do nosso povo. Nós já tivemos grandes lideranças no Brasil, como Luiz Carlos Prestes e Getúlio Vargas, mas acho que Lula ultrapassa isso com as características de hoje. Então, esse foi um fenômeno, que contribuiu para a formação da consciência política do nosso povo".

Dilma e a questão de gênero
"E agora é Dilma, uma mulher. Eu escrevi um artigo que está no Vermelho onde comento como é difícil a luta pela igualdade de gênero. Primeiro, porque ainda não é uma luta de massas no Brasil. O movimento feminista é formado por seitas, muito estreito, muito voltado para si mesmo, muito principista, teórico, pouco ligado à massa de mulheres. Em segundo lugar, porque o machismo predomina largamente entre as mulheres brasileiras. Lá na prefeitura (do Recife) todas as vezes que nós recebíamos novos concursados, quando me era dada a palavra - principalmente quando eram pessoas da Educação em que mais de 80% são mulheres -, eu introduzia a questão de gênero, da opressão, da igualdade de gênero, e ao olhar para a plateia só uma parcela diminuta compreendia e acenava com a cabeça concordando".

"Eu acho, no entanto, que, com uma mulher no poder, especialmente se ela for tendo êxito no governo, aos poucos a ficha das mulheres brasileiras vai cair. Acho que nós devemos aproveitar esse fato para discutir mais amplamente a questão de gênero e dar a nossa contribuição na luta pela igualdade entre homens e mulheres que é um elemento revolucionário, importantíssimo para a transformação da sociedade brasileira. João Amazona dizia: “Quanto mais avançar essa luta específica maior será o sinal de que a luta revolucionária no Brasil vai avançando”.

Maioria parlamentar
"A maioria parlamentar merece também muita atenção. Primeiro aspecto positivo: é uma maioria que dará sustentação ao governo. Segundo, nessa maioria de senadores e deputados federais não predominam parlamentares de esquerda. É certo que na Câmara dos Deputados a maior bancada é do PT e no Senado é do PMDB, mas, quando você vai rastrear, a maioria não tem uma posição avançada, tem gente de direita, de centro, tem gente conservadora. Então é um desafio lidar com essa bancada, que é um reflexo da complexidade da sociedade brasileira, que é marcada por desigualdades e distorções. Desigualdades sociais, culturais e regionais produtos da sociedade brasileira e da correlação de forças real da sociedade. Por isso, vale a pena levar isso em consideração".

"Prestar atenção também na distribuição de forças entre os partidos que vão governar os Estados. O partido que mais conquistou governos estaduais foi o PSDB, oito Estados, e desses oito governos tem dois que são os maiores colégios eleitorais do País: São Paulo e Minas Gerais. Então, a oposição não morreu, tem força, tem a mídia, tem o poder econômico em larga escala e governadores de Estados importantes. Há um crescimento importante do PSB, que sai com seis governadores, mais do que o PT que tem cinco. E tem dois partidos do lado de lá que estão praticamente aniquilados: o Democratas e o PPS, sobre os quais fala-se que podem se dissolver e se incorporar ao PSDB".



O PCdoB e as eleições

O nosso partido teve uma vitória importante nas circunstâncias em que nós disputamos as eleições porque agora nós temos mais um senador, no caso uma senadora, Vanessa Grazziotin, do Amazonas, que era deputada federal e se elegeu senadora derrotando diretamente um dos principais líderes dos tucanos, Arthur Virgílio, e quase elegemos outros dois senadores no Acre e em São Paulo. També quase elegemos nosso candidato Flávio Dino governador do Maranhão, que por muito pouco não foi para o segundo turno e hoje é um fortíssimo candidato a prefeito de São Luís.

Em Pernambuco, o PCdoB também venceu as eleições. Primeiro, porque nossos aliados venceram, Eduardo e os senadores, e nós demos nossa contribuição. E venceu também porque nós voltamos a ter uma cadeira de deputado federal que será ocupada por Luciana Santos, que não é uma deputada qualquer, é um dos melhores quadros do partido. Nós não elegemos o número de deputados estaduais que nós esperávamos eleger porque com a legislação eleitoral em vigor, com o financiamento privado de campanhas e as regras que estão em curso não é fácil eleger grandes bancadas de um partido como o nosso. Assim sendo, as vitórias do PCdoB são vitórias importantes, não na dimensão que nós gostaríamos, mas são conquistas importantes.

A vitória em Pernambuco
"Em Pernambuco nós temos muitos motivos para comemorar. Em primeiro lugar, a reeleição de Eduardo Campos, o que nas condições de hoje é uma grande vitória. Se ele tivesse ganhado com um voto de diferença, seria uma grande vitória. Só que ele ganhou com 82% dos votos e derrotou por mais de três milhões de votos Jarbas Vasconcelos. Foi uma vitória acachapante, que enfraquece muito a direita, que está dividida, esfacelada, e significa a continuidade de um projeto de governo que está em sintonia com os projetos do governo federal".

"É um programa de governo que está atualizado, é correto e tem o nosso apoio, com linhas centrais corretíssimas e que contribuem para esse novo ciclo de crescimento econômico que Pernambuco está vivendo e que em 20 anos pode triplicar o valor do PIB – Produto Interno Bruto do Estado. E Eduardo ganha as eleições com o apoio dos dois novos senadores eleitos de Pernambuco, de 20 dos 25 novos deputados federais do Estado e da maioria dos 49 deputados estaduais eleitos este ano, o que mostra que a correlação de forças é plenamente favorável ao nosso lado".

Movimentos sociais
"Há um elemento que tanto em plano nacional como local deve-se prestar atenção: a participação do movimento popular organizado nessas eleições. Eu sei que as centrais sindicais, a UNE, a UBES penaram para apoiar Dilma porque formou-se um núcleo de coordenação da campanha que se fechou em alguns momentos até para o presidente Lula e, por isso, os movimentos sociais tiveram dificuldades. Só quando a campanha foi para o segundo turno é que se abriu um pouco para Dilma se reunir com esses grupos".

"Aqui em Pernambuco, se eu não estiver enganado, a participação foi muito pequena o que também reflete o nível de atividade do movimento operário, sindical, estudantil. Isso preocupa porque, se no governo Lula a presença de um ex-sindicalista com o carisma, prestígio e liderança do presidente, de certa maneira pode ter contribuído para o papel pequeno do movimento popular no esforço de viabilizar as propostas de governo, no governo Dilma, não é mais Lula, eu imagino que naturalmente haja mais necessidade do apoio do movimento popular organizado ao governo".

"Se o movimento popular organizado souber explorar essa oportunidade vai ter pelo menos o co-protagonismo no governo de Dilma. Isso é um grande desafio e uma tarefa estratégica para avançar a luta do povo. Nosso partido defende que o movimento social seja independente do governo, mas que não se furte a apoiá-lo quando a causa for justa nem a fazer atrito quando for necessário, agora não pode ter o comportamento de tratar o governo de aliado como inimigo".

Fonte: Site de Luciano Siqueira

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Um Golpe Contra o Povo e a Nação!


Serra: Serra: um golpe contra o Povo e a Nação!
O PSDB e o Serra estão levando o Brasil para algo próximo ao que tínhamos em 64. É o retorno do discurso da TFP(Tradição Família e Propriedade), é o retorno do pensamento do século XVIII. Por Canindé de França*
A Globo, Veja, Folha e o Estadão, embarcaram nisto, afinal de contas, o que interessa é o poder! é a verba oficial.Não importa se teremos um Estado em crise e um povo mais atrasado e alienado. Aliás, alienação é o fermento que leva estes hipócritas ao poder.O problema é que se Serra for eleito, teremos um país dividido politicamente. Dividido pelo preconceito e pelo fundamentalismo religioso. E isto terá impacto real na economia e na vida das pessoas. Os bons tempos da era Lula- com Serra, vão terminar.Não creio que Serra seja eleitoMas se for, não vai conseguir fazer um bom governo, não tem apoio no Congresso(Câmara e Senado), e muitos dos que o apoiam no voto, são totalmente contra este fundamentalismo religioso.E daí, como Serra vai governar? Como vai conciliar pontos de vistas tão contraditórios? Como a Globo vai conciliar nas suas novelas, aqueles papéis femininos altamente volúveis, com esta nova realidade fundamentalista cristã?Será que as moças vão usar burca? e a cena excitante será ver os tornozelos das moças?O problema do modelo proposto por Serra, é que ele é incoerente do ponto de vista econômico(promessas inviáveis), inconsistente do ponto de vista moral e ético.Comentário de André Bueno, sobre o o artigo de Celso Marcondes(jornalista) - A campanha eleitoral assumiu um tom fascistóide, diz Maria Rita Kehl-publicado no Portal da revista Carta Capital, em 15 de outubro de 2010, às 12:41.Serra e a velhacaria de sempre- o golpe contra o povo.É impressionante como Serra e seus aliados mentem, distorcem os fatos e pousam de bonzinhos para o povo brasileiro. É a velhacaria do tempo da ditadura militar travestida de moderna e apresentando coisas e compromissos que não podem cumprir, que já tiveram oportunidade e tempo de realizar e nunca fizeram. Pelo contrário, todas às vezes que ocuparam o governo se colocaram contra os interesses da maioria do povo e dos interesses mais legítimos de nossa Nação.Por isso, para o Brasil continuar avançando no projeto vitorioso e desenvolvido por Lula e seus aliados-as forças progressistas, populares e de esquerda, em conjunto com o anseio de mudanças da maioria do povo brasileiro, o voto certo, de natureza cívica e patriótica é em Dilma Roussef para presidente.
*Canindé de França é advogado, professor eVice-presidente estadual do PCdoB/RN!
O PSDB e o Serra estão levando o Brasil para algo próximo ao que tínhamos em 64. É o retorno do discurso da TFP(Tradição Família e Propriedade), é o retorno do pensamento do século XVIII. Por Canindé de França*
A Globo, Veja, Folha e o Estadão, embarcaram nisto, afinal de contas, o que interessa é o poder! é a verba oficial.Não importa se teremos um Estado em crise e um povo mais atrasado e alienado. Aliás, alienação é o fermento que leva estes hipócritas ao poder.O problema é que se Serra for eleito, teremos um país dividido politicamente. Dividido pelo preconceito e pelo fundamentalismo religioso. E isto terá impacto real na economia e na vida das pessoas. Os bons tempos da era Lula- com Serra, vão terminar.Não creio que Serra seja eleitoMas se for, não vai conseguir fazer um bom governo, não tem apoio no Congresso(Câmara e Senado), e muitos dos que o apoiam no voto, são totalmente contra este fundamentalismo religioso.E daí, como Serra vai governar? Como vai conciliar pontos de vistas tão contraditórios? Como a Globo vai conciliar nas suas novelas, aqueles papéis femininos altamente volúveis, com esta nova realidade fundamentalista cristã?Será que as moças vão usar burca? e a cena excitante será ver os tornozelos das moças?O problema do modelo proposto por Serra, é que ele é incoerente do ponto de vista econômico(promessas inviáveis), inconsistente do ponto de vista moral e ético.Comentário de André Bueno, sobre o o artigo de Celso Marcondes(jornalista) - A campanha eleitoral assumiu um tom fascistóide, diz Maria Rita Kehl-publicado no Portal da revista Carta Capital, em 15 de outubro de 2010, às 12:41.Serra e a velhacaria de sempre- o golpe contra o povo.É impressionante como Serra e seus aliados mentem, distorcem os fatos e pousam de bonzinhos para o povo brasileiro. É a velhacaria do tempo da ditadura militar travestida de moderna e apresentando coisas e compromissos que não podem cumprir, que já tiveram oportunidade e tempo de realizar e nunca fizeram. Pelo contrário, todas às vezes que ocuparam o governo se colocaram contra os interesses da maioria do povo e dos interesses mais legítimos de nossa Nação.Por isso, para o Brasil continuar avançando no projeto vitorioso e desenvolvido por Lula e seus aliados-as forças progressistas, populares e de esquerda, em conjunto com o anseio de mudanças da maioria do povo brasileiro, o voto certo, de natureza cívica e patriótica é em Dilma Roussef para presidente.
*Canindé de França é advogado, professor eVice-presidente estadual do PCdoB/RN

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Renato Rabelo avalia resultados do PCdoB

PCdoB sai das urnas com saldo positivo e lideranças prestigiadas
O PCdoB fecha as eleições deste ano com o saldo de uma senadora, 15 deputados federais e 18deputados estaduais. “É um resultado bastante positivo, ainda que não tenhamos alcançado nosso objetivo pleno”, diz o presidente do PCdoB, Renato Rabelo.
Renato

Renato Rabelo avalia resultados do PCdoB

A avaliação de Renato Rabelo parte da comparação com os dados de 2006, mas também com o cenário absoluto de 2010. Naquele ano, o partido elegeu 13 deputados federais e 12 estaduais; agora são, respectivamente, 15 e 18. Ao Senado, o partido havia elegido Inácio Arruda (CE) e agora, consagrou Vanessa Grazziotin a primeira senadora do Amazonas, desbancando o conservador Artur Virgílio (PSDB).

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“No Rio Grande do Sul, tivemos a deputada mais votada da história do estado, Manuela D’Ávila, e elegemos um operário deputado federal, Assis Melo. Também elegemos com votação muito expressiva a vice-presidente do PCdoB, Luciana Santos, deputada federal em Pernambuco. Na Bahia, fizemos três federais e no Ceará, dois. Além disso, a gaúcha Abgail Pereira ficou em quarto lugar para senadora, com mais de 1,5 milhão de votos, e João Ghizoni teve 9% para o mesmo cargo em Santa Catarina. Estes são apenas alguns dos resultados que mostram que tivemos vitórias importantes”, explica Renato.

Apesar destes dados, o presidente do PCdoB reconhece que houve perdas. “Tivemos reveses, como no Rio de Janeiro, em que esperávamos eleger dois federais e elegemos uma, Jandira Feghali, deixando de fazer o segundo por pouca diferença. Em São Paulo, Netinho não foi eleito senador, mas por uma diferença de apenas 1,4% e enfrentou a grande máquina tucana, além de uma campanha difamatória. No Maranhão, Flávio Dino deixou de ir para o segundo turno por menos de 4 mil votos, enfrentando uma candidata forte. Chegar aonde eles chegaram foi muito positivo”. Renato Rabelo completa dizendo: “fomos capazes de lançar lideranças que mostraram sua força e que são alternativas reais em seus estados”.

Segundo Renato, além de outros motivos que devem ser levados em conta na hora de avaliar os resultados, é preciso considerar que “a campanha de Dilma Rousseff refluiu nos últimos dias e isso se reflete no conjunto das candidaturas, inclusive nas nossas”.

Ainda baseado em dados preliminares, Rabelo arrisca dizer que, do ponto de vista da esquerda, o saldo parlamentar foi positivo. “Acho que a bancada de esquerda, progressista, cresceu e a direita teve perdas consideráveis como a não eleição de Artur Virgílio (AM), Marco Maciel (PE) e Tarso Jereissati (CE), entre outros”.

Da redação,
Priscila Lobregatte

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Movimentos sociais do RN estão com Carlos Eduardo

Movimentos sociais do RN estão com Carlos Eduardo


Representantes dos movimentos sociais do Rio Grande do Norte anunciaram na noite desta quarta-feira (25) que apóiam a candidatura de Carlos Eduardo (PDT) ao Governo do Estado. “Tínhamos a obrigação de promover este debate e assumirmos o desafio de mudar a realidade política e administrativa do Rio Grande do Norte, elegendo Carlos Eduardo governador”, explicou o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Norte (CTB/RN), Moacir Soares, um dos que falaram em nome dos Movimentos Sociais na reunião.

Moacir Soares ressaltou que o projeto político-administrativo defendido por Carlos Eduardo é o mais identificado com o modelo aplicado pelo presidente Lula e que também é adotado pela candidata a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). “Não podemos ir na contramão da história, caminhando para trás, enquanto o Brasil avança”, afirmou o presidente da CTB. “A partir de agora, não descansaremos no sentido de disseminar a necessidade de mudança para o Estado, representada nas candidaturas de Carlos Eduardo e Sávio Hackradt (ao Senado)”.

Em seu pronunciamento, Carlos Eduardo lembrou que tem um histórico de ações conjuntas com organizações dos Movimentos Sociais, apontando exemplos como a campanha pela preservação do Morro do Careca, em Ponta Negra, e do seu entorno. “Se estamos aqui é porque temos afinidades e uma visão de sociedade parecida. Vencemos muitas lutas e renovamos essa aliança agora na campanha para que possamos avançar em políticas públicas necessárias para o Estado”, pontuou ele. “Queremos governar com pessoas comprometidas não com a classe política, mas com a população”.

O candidato da coligação Coragem Pra Mudar (PDT/PCdoB/PRP) também fez um resumo dos serviços prestados ao longo de sua vida pública, destacando suas ações na Prefeitura de Natal. “Essa é a experiência que eu quero levar para o Governo do Estado, junto com vocês. Vamos afastar a politicagem da gestão dos órgãos e das empresas de economia mista do Estado, e colocar pessoas com perfil técnico para exercer suas funções, como fiz na Prefeitura”, ratificou, em declaração que recebeu aplausos do público.

Postulante ao Senado, Sávio Hackradt (PCdoB) também participou da reunião. Ele parabenizou os representantes das entidades pelo posicionamento anunciado na noite desta quarta. E conclamou: “A responsabilidade sobre os destinos do Rio Grande do Norte está mais uma vez nas mãos dos movimentos sociais, que sempre estiveram na vanguarda da política no Rio Grande do Norte e no Brasil”.

Além da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), participaram da reunião entidades como a União da Juventude Socialista (UJS), Movimento dos Negros e das Mulheres, Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e Força Sindical.

Outros candidatos da coligação Coragem Pra Mudar estiveram na reunião: George Câmara (PCdoB), Clóvis Nunes (PCdoB), Professora Valda (PCdoB), Afrânio Amorim (PDT), estes candidatos a deputado estadual; Maurisom (PRP), Divanilton Pereira (PCdoB), Canindé de França (PCdoB) e Marcos Ribeiro (PDT), candidatos a deputado federal.

Fonte: www.carloseduardo12.com.br
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PCdoB divulga resolução para as eleições de 2010

PCdoB-RN apoia Carlos Eduardo e lança chapa proporcional própria

O Partido Comunista do Brasil no Rio Grande do Norte, em reunião do Comitê Estadual ampliada com pré-candidatos às eleições 2010, divulgou suas resoluções para a campanha eleitoral que se aproxima. Como principais pontos, estão a decisão de compor a aliança com o PDT, apoiando Carlos Eduardo, ex-prefeito de Natal, a governador, e o lançamento de chapas próprias de deputados estaduais e federais.
Encontro eleitoral_Natal

PCdoB divulga resolução para as eleições de 2010

Dando o ponta-pé inicial nas discussões eleitorais no RN, o PCdoB lança a grande novidade da campanha 2010, que parecia polarizada entre dois grandes grupos, e agora apresenta uma candidatura que pode representar os anseios de renovação do eleitorado. Conforme documento divulgado pelos comunistas, “a eleição de Carlos Eduardo permite continuar e aprofundar os pontos positivos do governo Wilma de Faria, além de introduzir novos mecanismos democráticos de planejamento e gestão”.

Segundo Antenor Roberto, presidente do PCdoB-RN, essa aliança representa, no estado, os avanços que hoje se apresentam no cenário nacional por meio da candidatura de Dilma Rousseff. “A eleição dessas forças concorrerá para a construção da infraestrutura necessária para a elevação do padrão de desenvolvimento do estado, garantindo investimentos em saúde, educação e segurança pública, por exemplo, áreas críticas e prioritárias no Rio Grande do Norte”, afirmou o dirigente.

Luta eleitoral

Referindo-se metaforicamente à batalha e discussão de ideias que se avizinha, Antenor Roberto afirmou, enfaticamente, que “o PCdoB bate seus tambores, anunciando estar pronto para ir à luta e apresentando ao povo do Rio Grande do Norte uma candidatura progressista ao governo do Estado”.

Nessa batalha, o PCdoB não vislumbra somente a eleição majoritária e não descuida dos próprios quadros. Na aliança com o PDT, ficou consolidada a candidatura do publicitário Sávio Hacktard ao Senado, a quem Carlos Eduardo já declarou, antecipadamente, o voto. O pré-candidato comunista foi o primeiro a se lançar na campanha: numa demonstração clara de inovação dos métodos tradicionais, ele está indo à imprensa e à comunidade para discutir propostas sobre os grandes temas nacionais e projetos de atuação no parlamento federal.

Além do Senado, o PCdoB lançará chapa para deputado estadual, já contando com 23 pré-candidatos, de forma regionalizada, contemplando regiões e cidades de peso na política estadual, como Mossoró, Caicó e Apodi, além da grande Natal. Concorrerão à Assembleia Legislativa nomes como os do ex-prefeito de Caicó Roberto Germano e o vereador de Natal George Câmara.

Para o Congresso Nacional, são pré-candidatos a deputado federal, entre outros, o presidente do partido em Parnamirim, engenheiro Valter Fernandes; Canindé de França, secretário da Secretaria Estadual de Apoio à Reforma Agrária, e Fernando da FECEB, liderança comunitária.

Otimismo

Presente ao evento, o pré-candidato ao governo do RN, Carlos Eduardo, fez uma saudação aos comunistas e se mostrou extremamente confiante no futuro da aliança: “Tenho certeza de que vamos para a campanha, vamos para a vitória e vamos governar juntos o Rio Grande do Norte”, afirmou.

Ligando o pleito regional ao nacional, o ex-prefeito de Natal afirmou o alinhamento à candidatura apoiada pelo presidente Lula. “O Brasil não vai interromper esse caminho de avanços. O PDT e o PCdoB já deram sua decisão e seu grito de guerra: esse governo vai continuar, e vai continuar com Dilma Roussef. Esse é nosso projeto nacional.”

“Não tenho dúvida de que o povo brasileiro, a cada mês que se aproxima da eleição, percebe que Dilma é candidata desse projeto, é candidata dessa nova realidade, desse novo Brasil que o povo inteiro está construindo. Nós vamos no RN defender esses projeto nas ruas, nas praças, e Dilma será vitoriosa à presidência da República a partir do RN”, finalizou Carlos Eduardo.


De Natal,
Ana Cláudia Salomão da Silva

terça-feira, 8 de junho de 2010

PDT e PCdoB debatem programa de governo‏


6 de Junho de 2010 - 17h23



PDT e PCdoB debatem programa de governo‏
A partir da próxima semana os partidos políticos PDT e PC do B começam a fechar o programa de governo que pretendem apresentar à população do Rio Grande do Norte na campanha eleitoral de 2010 para o governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. PDT e PC do B já haviam feito uma discussão com a sociedade em Mossoró, na Região Oeste e em Caicó, na Região do Seridó.
Savio, Carlos Eduardo e Dilma

Dilma, Carlos e Sávio: Propostas para mudar o RN.
Ontem de manhã, foi a vez de reunir representantes de diversos segmentos da sociedade dos dez municípios da Região Metropolitana de Natal (RMN), no Hotel Rifólis, em Ponta Negra, onde debateram o tema “Educação para a integração: rumo ao desenvolvimento do RN”.​

Pré-candidato a governador, o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, disse que por ocasião do registro da chapa para os cargos majoritário e proporcional, o programa de governo “será apresentado à justiça eleitoral, o que é uma obrigação”.​

Para o ex-prefeito, o que o PDT/PC do B está fazendo é deixar de lado “uma cultura de caça-votos” que os partidos faziam tradicionalmente, quando contratavam dois ou três técnicos para elaborarem um plano de governo “e geralmente não passava de uma peça de ficção”.​

Já o pré-candidato a senador, Sávio Hackradt, diz que o programa de governo do PDT/PC do B está sendo elaborado sobre três eixos de desenvolvimento: social, econômico e infraestrutura. “A partir desta segunda-feira, dia 7, vamos começar a sistematizar o que foi discutido com a sociedade”, disse ele.​

O vereador George Câmara afirmou, durante o evento, que “chega de se colocar areia nos olhos do povo potiguar”. Daí a proposta dos dois partidos de elaborar um plano de desenvolvimento sustentável, que leve o Rio Grande do Norte deixar de ser um estado meramente importador. “O Estado compra lá fora 83% do que consome”, disse ele, baseado em um artigo do economista Alcir Veras, que o vereador publicou nos anais da Câmara Municipal de Natal.​

Na palestra de ontem, as professoras universitárias Maria do Livramento Clementino e Ilza Leão de Andrade, do Observatório das Metrópoles, falaram sobre um projeto de desenvolvimento sustentável da Grande Natal para 2020, que foi entregue ao governo em janeiro de 2008. “Quando o plano foi elaborado, a RMN não tinha Vera Cruz e nem o projeto da Copa do Mundo, dois eventos que agora precisam ser considerados”, disse Livramento Clementino.
Júnior Santos

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Um novo Programa Socialista para o Brasil

Ombro a ombro com o Brasil
O 12° Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), encerrado em 8 de novembro, em São Paulo, foi o maior nos 87 anos de existência da organização. E trouxe uma mudança programática e uma forte renovação em sua direção nacional no esforço de atualizar a política comunista com os desafios contemporâneos no país e no mundo.

Os 954 delegados elegeram os 105 membros do Comitê Central seguindo critérios que envolveram a ampliação da participação de trabalhadores e sindicalistas; a incorporação de trabalhadores do campo e o aumento da presença dos jovens e das mulheres. Também ampliou a presença de quadros atuantes na luta de idéias, como cientistas, artistas, professores, além de reforçar a presença de presidentes estaduais do Partido.

A grande novidade foi a aprovação de um novo Programa Socialista para o Brasil, que contempla um novo projeto nacional de desenvolvimento. O horizonte do novo programa é o início da transição para o socialismo. Este é o rumo. O caminho para ele é a construção do desenvolvimento, a partir de um diagnóstico das necessidades atuais e da proposta de formas para enfrentá-las, ajustando a luta dos trabalhadores pelo crescimento econômico à busca de um futuro que supere o sistema capitalista e suas mazelas. Nesse sentido, explica o deputado federal Flávio Dino (PCdoB-MA), ele está assentado em alguns conceitos fundamentais, entre eles a defesa da soberania nacional, a noção de crescimento econômico e de investimentos em infra-estrutura. E ainda a nossa preocupação com o pré-sal, para que essa imensa riqueza que se anuncia não se perca.

Historicamente o PCdoB esteve ligado às lutas democráticas e avançadas do povo brasileiro. O 12° Congresso reafirma essa tradição.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010


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Idéias e Rumos para o desenvolvimento do Brasil

Livro Idéias e Rumos de Renato Rabelo será lançado dia 22 no IFRN - Natal-RN

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Idéias e Rumos para o desenvolvimento do Brasil
livro de Renato Rabelo
Palestra e lançamento: dia 22 de janeiro, às 19h, no auditório do IFRN da Cidade Alta (antigo Liceu das Artes) - Av. Rio Branco, 753 - Natal/RN

Carlos Eduardo Alves (PDT), para ser um dos candidatos ao Governo do Estado.

14 de Janeiro de 2010 - 10h51

PCdoB defende candidatura de Carlos Eduardo

O presidente estadual do PCdoB, Antenor Roberto, disse ontem que o partido vai defender o nome do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), para ser um dos candidatos ao Governo do Estado.

Segundo ele, o Partido dos Trabalhadores já foi provocado sobre a questão – uma reunião com os petistas para discutir o tema ocorreu no final do ano passado – e as discussões, no que depender do grupo comunista, devem avançar. “Não se pode fazer ouvido de mercador à pré-candidatura de Carlos Eduardo. É preciso colocá-lo na roda das discussões. A conversa do PCdoB com ele tem sido permanente e atualizada. Nós achamos que não é possível que um bloco de governo não conte com a disputa com ele”, frisou Antenor.

Ainda de acordo com o líder do PCdoB, Carlos Eduardo reúne as melhores condições políticas-eleitorais para enfrentar o que chamou de batalha com o grupo da oposição. Mesmo assim, não descartou o nome do candidato declarado, o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB).

Ele defende que se discuta entre os aliados o nome que melhor se viabilize na campanha deste ano. “Nos temos que ter a capacidade de reconhecer que a nossa candidatura precisa ser formatada e eu espero sinceramente que não cometamos o erro de 2008 (quando a candidata escolhida pelo grupo para disputar a eleição da capital foi a deputada Fátima Bezerra).

De acordo com Antenor Roberto, o PCdoB angaria uma vaga na chapa majoritária do grupo governista. É o marqueteiro e jornalista Sávio Hackradt, que se coloca como pré-candidato ao Senado.

De certo, o partido só tem até o momento uma única certeza: o apoio à candidata do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. “O que tem de mais avançado é a aliança com o PSB e o PT para essa candidatura.

Fonte: Tribuna do Norte - 13 de janeiro de 2010